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Estudo da Anvisa sobre Glifosato reforça compromisso com produção sustentável

Os dados revelam ainda que, com base em monitoramentos internacionais, não há risco para saúde de mulheres lactantes

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Novo parecer técnico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu que o Glifosato não apresenta características que causem câncer. O documento é resultado de dez anos de estudo e foi disponibilizado nesta semana pela Anvisa. Os dados revelam ainda que, com base em monitoramentos internacionais, não há risco para saúde de mulheres lactantes.  

O produto é um dos insumos mais utilizados na produção agrícola brasileira no combate de ervas daninhas no plantio. Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), o estudo da Agência é positiva e coloca em “xeque” acusações feitas ao setor de produção de alimentos, com relação ao uso de produtos que causam mal à saúde.  

Em Mato Grosso, somente a soja – uma das culturas nas quais o glifosato é utilizado -, foram plantados mais de 9,5 milhões de hectares e a estimativa é de que a produção alcance aproximadamente 32 milhões de toneladas. Para o vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja-MT, Naildo Lopes, o estudo é positivo, favorável e serve para tranquilizar a população quanto aos riscos do produto propagados erroneamente, conforme o estudo.  

“Esse estudo é fundamental, pois mostra que os produtores não estão envenenando os alimentos. Essa demonstração da Anvisa mostra a preocupação que o país tem na questão da sustentabilidade e de alimento de qualidade. Mostrando que a sustentabilidade da nação passa pela produção. O Glifosato é um insumo indispensável dentro da tecnologia de produção, no controle de ervas daninhas. Então é fundamental essa posição da Avisa, que tranquiliza a sociedade e mostra que os produtores fazem um trabalho adequado”, enfatizou. 

 Conforme a Anvisa, a reavaliação toxicológica do ingrediente ativo de agrotóxico Glifosato foi instituída por meio da resolução nº 10, de 22 de fevereiro de 2008 com base, principalmente, na ampla utilização do produto no Brasil. Várias edições do estudo já foram publicadas e na última edição, disponibilizada esta semana, a Agência conclui “que em consonância com as demais autoridades internacionais, que não existe evidência de aumento de risco de desenvolvimento de tumores sólidos após exposição ao Glifosato”, diz trecho do documento que aponta também falta de vestígios relacionados à leucemia.  

“Não há evidências suficientes de carcinogenicidade para o Glifosato e, portanto, ele não se enquadra nesse critério proibitivo de registro de agrotóxicos no país”, aponta nota técnica da Anvisa. 

 Ainda conforme a Agência, o uso do agrotóxico está autorizado na produção de soja, milho, algodão, ameixa, arroz, banana, cacau, café, cana-de-açúcar, citros, coco, feijão, maçã, mamão, nectarina, pêra, pêssego, trigo, uva, seringueira e pastagem, dentro das instruções de aplicação já impostas pela Agência. 

O estudo também aponta que não existem indícios de associação entre a exposição ao produto e outros problemas de saúde como Parkinson, infarto do miocárdio, malformações congênitas, artrite reumatoide, aborto espontâneo, asma, bronquite crônica, diabetes, apneia do sono, hipotireoidismo, hipotireoidismo subclínico, doença renal terminal, depressão, esclerose lateral amiotrófica, artrite reumatoide e ferimentos fatais.

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