Foto: Henrique de Oliveira
AgriculturaDestaqueFlorestal

Projeto faz levantamento de práticas agropecuárias, de base agroflorestal e familiar no Mato Grosso

O intuito é levantar informações sobre a gestão e práticas agropecuárias regionais, de base agroflorestal e familiar da região do Bioma Amazônia

35views

Assessoria, Embrapa Territorial 

A série de oficinas do projeto “Inclusão Geodigital e Gestão Territorial de Unidades de Produção de Base Familiar” (IGGTS) terá continuidade. Entre os dias 9 e 11 de abril, uma equipe da Embrapa estará no município de Juína, localizada no norte do estado de Mato Grosso, para apresentar o trabalho e conhecer a realidade local. Esta é a sétima de oito oficinas previstas para essa fase inicial do estudo. Encontros anteriores já foram realizados em seis estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará e Rondônia.

Para o dia 9, a programação prevê um encontro com pesquisadores, extensionistas de várias instituições do estado, além de professores do curso Técnico em Agropecuária do Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT). O intuito é levantar informações sobre a gestão e práticas agropecuárias regionais, de base agroflorestal e familiar da região do Bioma Amazônia. Todas as informações captadas ajudarão a elaborar os indicadores de sustentabilidade (ambientais, econômicos, social e de governança) da região.

Nos dias 10 e 11 de abril serão visitadas escolas de nível médio, cooperativas e empresas de concessão de crédito. O objetivo é apresentar o projeto ao público-alvo (filhos de agricultores que cursam o Ensino Médio) e a potenciais parceiros. Nessa oportunidade, os jovens responderão a questionários para revelar o seu grau de familiaridade com sistemas e demais recursos digitais. Esse conhecimento será útil para a fase final do projeto. Nessa etapa, os jovens utilizarão um aplicativo – que será criado pela Embrapa – para realizar o pré-diagnóstico das atividades desenvolvidas nas propriedades rurais regionais. O aplicativo já trará os índices de sustentabilidade da região, dentro outras informações.

A visita a cooperativas e a empresas de crédito visam ao uso do aplicativo após a conclusão do trabalho. “Sempre convidamos parceiros que possam ter interesse a incentivar o jovem a utilizar essa ferramenta”, diz João Alfredo Mangabeira, pesquisador da Embrapa Territorial e líder do projeto.

Também estão previstas visitas a indústrias de palmito e de beneficiamento de castanha-do-pará – culturas perenes do bioma amazônico.

Mangabeira considera essencial essa fase de diálogo com os atores locais. “A expectativa é elaborar indicadores de forma participativa e inovadora de maneira a refletir a realidade local no nível de entendimento do público-alvo: os jovens rurais”.

A última oficina desta primeira etapa será realizada em Roraima, no final de abril.

IGGTS

O projeto IGGTS faz parte do Projeto Integrado para a Produção e Manejo Sustentável do Bioma Amazônia, financiado com recursos do Fundo Amazônia. O trabalho prevê a elaboração de indicadores de sustentabilidade de regiões amazônicas e a disponibilização desses índices em um software onde filhos de agricultores, com nível médio de escolaridade, poderão realizar pré-diagnósticos das atividades desenvolvidas nas propriedades de seus pais e auxiliá-los na tomada de decisões que ajudem a aumentar a renda da propriedade de forma sustentável.

Nesta fase inicial, serão realizadas oito oficinas para levantar dados necessários para a formulação de índices de sustentabilidade das regiões. Os dados colhidos serão sistematizados e modelados, a fim de gerar um aplicativo útil para a gestão das propriedades e de territórios. Segundo Mangabeira, a sistematização dos índices será realizada entre maio e agosto, em parceria com atores locais. A fase final do projeto contemplará a apresentação do software e a capacitação dos jovens em seu uso.

As oficinas a serem realizadas em Juína contam com o apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (Campus Juína). O projeto IGGTS conta com a parceria do Instituto de Socioeconomia Solidária (ISES); do Núcleo de Estudos em Contabilidade e Meio Ambiente (NECMA), da Faculdade de Economia e Administração (FEA/USP); da Gestão em Automação em TI (Gaesi) e do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP); da Embrapa Informática Agropecuária e das Unidades Descentralizadas da Embrapa, localizadas nos estados de realização dos eventos.

Leave a Response