Atoleiros na BR-174 - Foto: Edyeverson Hilário
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Falta de logística é o principal problema enfrentado pelos pecuaristas da região noroeste de MT

A falta de pavimentação prejudica os pecuaristas, que, no período das chuvas, não conseguem trafegar pela MT-208 e BR-174, em parte do ano

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Edyeverson Hilário / O Livre

Com participação de 18,44% na produção pecuária do Estado, os municípios da região noroeste de Mato Grosso sofrem com a falta de logística. As vias não pavimentadas que cortam a região ficam intransitáveis no período chuvoso e, prejudica os trabalhos dos pecuaristas da região.

Esse problema é vivenciado por todos municípios dessa localidade, região em que ocorre a terceira Rota da Acrimat em Ação. Dessa vez, oito municípios do noroeste do Estado são visitados pelos técnicos da Acrimat, que leva conhecimento aos produtores rurais.


Atoleiros na BR-174 – Foto: Edyeverson Hilário

Para ele a falta da logística é o único problema a ser vencido. “O nosso problema principal é a logística. A nossas estradas são precárias, principalmente na época chuvosa, um período de quatro ou cinco meses”, relata.

Melo ainda conta que grande parte da produção pecuária do município é escoada pela BR-174, que de Castanheira a Tutilândia – distrito de Aripuanã, somam cerca de 200 km. Além dessa distância, segundo ele, há 46km da MT-208, que liga Tutilândia a Castanheira, na mesma situação de difícil trafegabilidade.

Envolto nessa situação, o Gerente de Relações Institucionais da Acrimat, Nilton Mesquita, relata que os pecuaristas das cidades da região noroeste do Estado, se depararam com a necessidade de inovar. Pois, vendem os bezerros em época de seca, já que a estrada está melhor para sair.

“O animal é menor. Se tiver algum problema, vai afetar o rendimento da carcaça. Por isso, eles vendem esse bezerro para fora. Primeiro porque não tem frigoríficos e porque é mais fácil tirar o bezerro do que o animal terminado”.

Ele ainda explicou que os animais são vendidos para o Estado inteiro e para os outros estados do Brasil. Explica que “são situações diferenciadas, a região se adaptou e está trabalhando isso”, finaliza.

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