Agronegócio

FRUTAS: PONTO DE EQUILÍBRIO

As ações focam a qualidade das frutas brasileiras, mostrando a sustentabilidade do processo produtivo e o comprometimento dos produtores com os aspectos de segurança desses alimentos

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Abrafrutas

O setor fruticultor brasileiro persegue a meta de exportar US$ 1 bilhão de frutas frescas e derivados semi-processados e processados em 2020. O envio de 848,50 mil toneladas em 2018 significou 1,51% a menos do que o total embarcado no ano anterior, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). O valor somou US$ 785,66 milhões, com redução de 3,34% em relação ao registrado no ano anterior. O resultado foi reduzido pela queda nas exportações de manga, melão e uva, que lideram os embarques nacionais. Parte da redução foi compensada com o aumento da importação de outras frutas brasileiras, como limão, maçã e mamão.

Até o terceiro trimestre de 2018, as exportações estavam superiores em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. No entanto, diminuíram nos últimos meses de 2018, período em que o País costuma registrar os maiores volumes. A União Europeia que importa grande parte do volume embarcado pelo Brasil, reduziu a demanda no final do ano, segundo o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão. Porém, ele observa que a maior importação de outras frutas e derivados diminuiu a diferença no total do ano. “O desempenho positivo de algumas frutas foi conquistado com a melhoria da qualidade obtida com as boas práticas de produção utilizadas pelos fruticultores, que levaram à certificação”, relata Brandão. Além disso, o desempenho de 2018 foi superior ao de 2016 e 2015.

Mesmo com desempenho menor, a manga e o melão continuaram como as frutas mais exportadas em valor e em volume pelo Brasil em 2018. As vendas foram de US$ 177,31 milhões em mangas frescas ou secas e de US$ 136,05 milhões em melões frescos, aponta a Abrafrutas, com base nos dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O País também começou a exportar manga para Coreia do Sul e África do Sul. As frutas seguintes da lista em ordem decrescente foram limões e limas, uvas, outras frutas preparadas ou conservadas, maçãs, mamões, melancias, bananas e abacates.

Entre esses itens chama atenção o crescimento da categoria “outras frutas”, que inclui a polpa de açaí e do abacate, que, mesmo com redução de 3,46% no volume, registrou alta de 50,41% em valor (US$ 16,38 milhões). “O açaí o mundo todo quer, e o abacate cresceu em produção e qualidade com organização dos produtores em cooperativas e associações, adoção de melhores práticas de cultivo e orientação da Abrafrutas para entrar no mercado externo”, acrescenta Eduardo Brandão. Como exemplo, cita os produtores de abacate do Norte do Paraná.

RETORNO

De acordo com o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, a intenção é fechar 2019 com resultados superiores aos obtidos no ano anterior e em busca da marca de US$ 1 bilhão no ano seguinte. O clima favorecia com água disponível e os embarques também estavam positivos. De janeiro a março de 2019, a exportação totalizou 218,231 toneladas de frutas, com acréscimo de 15% em relação ao enviado no mesmo período do ano anterior. A receita de US$ 173,19 milhões cresceu 9% em comparação com os US$ 158,86 milhões na mesma etapa de 2018. Os números não incluem as exportações de nozes e castanhas e de sucos.

O bom desempenho deste início de ano, segundo Brandão, resulta das ações promocionais para o mercado externo que a Abrafrutas realizou em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). As ações focam a qualidade das frutas brasileiras, mostrando a sustentabilidade do processo produtivo e o comprometimento dos produtores com os aspectos de segurança desses alimentos. Esse conjunto de ações, como participação em feiras, rodada de negócios e pesquisa de mercado, entre outras, tornou-se possível através do projeto setorial “Frutas do Brasil”, celebrado em 2017 com a Apex.

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