Sem categoria

Mina licenciada pelo Ibama chega a 1,8 milhão de mudas plantadas na Paraíba

O relevo da região foi recomposto com areia retirada no processo de mineração

14views

Ibama

O Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad) acompanhado pelo Ibama no licenciamento ambiental da Mina do Guaju, em Mataraca (PB), alcançou a marca de 1.805.000 mudas plantadas. Desde dezembro de 2018, mais de 90% dos 685 hectares impactados pelo empreendimento estão em processo de recuperação.

Logo que as primeiras jazidas tiveram o ciclo produtivo encerrado, em 1988, o Prad foi iniciado. O protocolo adotado permite que o terreno seja restaurado com características semelhantes às originais.

Antes da retirada de vegetação para realização da atividade minerária, espécies da flora, importantes para manutenção do equilíbrio ecológico, foram resgatadas para reintrodução na fase de recuperação. Abelhas sem ferrão nativas também foram levadas para áreas preservadas e em estágio avançado de recuperação. Os pontos de relocação foram georreferenciados para monitoramento da permanência das espécies.

O relevo da região foi recomposto com areia retirada no processo de mineração. O solo, enriquecido com matéria vegetal recolhida durante a supressão de vegetação anterior à lavra.

O Prad dispõe de viveiros que produzem 213 espécies nativas usadas na formação da nova cobertura vegetal. Famílias que residem em municípios vizinhos são responsáveis por mais de 80% do fornecimento de mudas.

Das 126 espécies de aves identificadas na região da Mina do Guaju, 113 já habitam áreas em recuperação. As outras 13 ainda não povoam o local em razão da ausência de 16 essências vegetais que fazem parte da dieta desses animais. Cerca de 33,4 mil mudas que proporcionam os alimentos em falta foram introduzidos para estimular o retorno dessas aves à região.

A mina do Guaju abriga a maior população de macaco-prego-galego (Sapajus flavius) do Brasil. A espécie chegou a ser considerada extinta no século passado. Atualmente, mais de uma centena de indivíduos habita e se reproduz nas áreas em recuperação. A espécie ocupa o topo da cadeia alimentar, o que evidencia o processo de restabelecimento do sistema ecológico.

Leave a Response